Como parte das comemorações do primeiro ano do programa São Paulo Carinhosa, da Prefeitura de São Paulo, entidades que integram a ação municipal apresentaram neste sábado (6) o projeto arquitetônico para revitalização da Praça José Luiz de Mello Malheiro, no Glicério, região central da cidade. O projeto é resultado do curso “A Voz da Criança no Projeto de Arquitetura - Escuta Glicério”, e foi desenvolvido com a participação de crianças que moram em habitações coletivas da região central.
O projeto da praça foi elaborado com a orientação de profissionais da consultoria de projetos sociais e urbanos Criacidade, com o apoio da Associação Fábrica da Cidadania e com a participação de estudantes de arquitetura do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Por meio de oficinas lúdicas, as crianças puderam dar sugestões do que queriam fazer na praça e quais brinquedos gostariam de brincar.
A coordenadora da Política de Desenvolvimento da Primeira Infância e primeira-dama, Ana Estela Haddad, acompanhou a apresentação do projeto arquitetônico. Ela classificou como fundamental a possibilidade de ouvir as crianças para saber o que elas identificam como prioridade.
“Quando uma criança está vivendo uma realidade diferente da nossa, às vezes a gente pode até achar que sabe o que falta a ela, mas é ela quem sabe. Isso também é um exercício de educação, de autonomia”, afirmou.
A primeira-dama também lembrou que a Prefeitura, por meio da Subprefeitura Sé e de diversas secretarias, apoia o projeto há um ano identificando as necessidades de famílias que vivem em habitações coletivas na região do Glicério e realizando ações para melhorar as condições de moradia. “A ideia da São Paulo Carinhosa é que a gente possa justamente integrar nos territórios as diferentes ações do poder público para trazer melhores condições de vida das crianças”, disse.
A diretora da Criacidade, Nayana Bretas, ressaltou a importância da articulação de diversos setores da sociedade com o poder público para desenvolver projetos como o “Escuta Glicério”. “Quando todo mundo se une, a gente consegue fazer muito mais”, afirmou.
A professora Denise Xavier, coordenadora do Programa de Extensão do Centro Universitário Belas Artes, também falou sobre a importância da comunidade na elaboração de propostas. “Nada disso faz sentido se a comunidade não se envolver”, disse.
O estudante Fagner Silva de Oliveira, 11, foi uma das crianças que participou do projeto. A sugestão dele para a praça foi a construção de um “canto para ler”. Quando o projeto da praça for viabilizado, ele espera ter um lugar para brincar, o que hoje ele não tem. “Hoje não dá para brincar na praça porque tem gente morando lá. Mas vai ficar show”, afirmou.
A praça projetada pelas crianças terá um grande brinquedo de borracha, que elas chamaram “geleca”, onde terá escorregadores e espaço para escaladas. O brinquedo “geleca” ficará em dois lados da praça onde o trânsito é mais carregado, contribuindo para a segurança das crianças. Também terá uma arquibancada para apresentações artísticas que poderão ser feitas no centro da praça e aparelhos de ginástica para adultos. A execução do projeto na praça ainda depende de parcerias com a iniciativa privada.
São Paulo Carinhosa
Lançado em agosto de 2013, o programa São Paulo Carinhosa visa articular, coordenar, divulgar e ampliar as ações realizadas por diversas secretarias municipais para a promoção do desenvolvimento integral de crianças de até 6 anos. No total, 14 secretarias estão envolvidas com o projeto.
O programa é composto por um comitê gestor formado por representantes das secretarias municipais de Governo, Educação, Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Cultura, Esportes, Segurança Urbana, Verde e Meio Ambiente, Políticas para Mulheres, Igualdade Racial, Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Coordenação das Subprefeituras e Serviços.
Além das secretarias, o programa também articula ideias e atividades entre sociedade civil e governos estadual e federal, sempre em sintonia com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Programa de Metas do município e o Plano Nacional da Primeira Infância, visando prioritariamente territórios e populações em situação de vulnerabilidade social.
Fotos
Crédito: Cesar Ogata/Secom
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