O prefeito Fernando Haddad afirmou nesta quinta-feira (22) que a Justiça do Trabalho é o espaço mais adequado para o diálogo e as decisões sobre a paralisação do transporte coletivo, que atinge a cidade desde a última terça-feira (20). O Tribunal Regional do Trabalho discutirá a legalidade do movimento às 13h45, em audiência de instrução e conciliação que reunirá sindicato patronal, SPUbanuss, trabalhadores e sindicato da categoria, o Sindmotoristas.
“Conversei diversas vezes com o ministro do Trabalho [Manoel Dias] e por orientação dele decidimos centralizar a atenção na audiência de hoje. A Justiça do Trabalho é o ambiente mais adequado inclusive para validar os termos de qualquer acordo entre empregadores e empregados”, afirmou Haddad, após participar da abertura do seminário O Futuro das Cidades, promovido pelo jornal Valor Econômico.
De acordo com liminar expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho no fim da tarde de ontem, pelo menos 75% das operações dos ônibus da cidade devem ser garantidas, sob pena de multa, cujo valor ainda será decidido pelo Judiciário. “A decisão judicial determina a volta ao trabalho, e o restabelecimento do transporte público à população”, disse Haddad.
Com o objetivo de minimizar os impactos causados pelo movimento, a Prefeitura acompanha atentamente as negociações e exige a retomada dos serviços. “Nós acionamos a polícia, nós notificamos extrajudicialmente os dois sindicatos e nós vamos exigir respeito à população de São Paulo”, afirmou o Prefeito. “Nós solicitamos o apoio da Polícia Militar em relação à Santa Brígida para que dê apoio à Sptrans para que promova nas garagens a prestação dos serviços”, completou Haddad. A viação Santa Brígida, empresa em que foi verificado o início do movimento, atende às regiões norte e oeste da cidade.
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Crédito: Fábio Arantes / Secom
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