Tuesday, January 26, 2016

Refugiados sírios assistem a jogo no Pacaembu


Uma ação realizada pela Prefeitura de São Paulo, o Santos Futebol Clube e a ONG Oasis Solidário (Associação de Assistência a Refugiados no Brasil) possibilitou que cerca de cem refugiados sírios acompanhassem o jogo do clube da baixada contra o Figueirense pela Copa do Brasil, na noite desta quinta-feira (1°). Nessa parceria, a Prefeitura disponibilizou dois ônibus para o transporte dos participantes até o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, localizado na zona oeste da cidade.

“Eu acho muito bacana esta iniciativa, porque em primeiro lugar eles vão se divertir, quebrar um pouco da rotina e esquecer das dificuldades. Além disso ela ajuda também na integração deles dentro da sociedade, por isso é tão importante”, afirmou Mohammed Boghaei, líder religioso da mesquita de Santo Amaro.

Participaram da ação homens, mulheres, crianças e bebês, que festejaram durante toda a partida. Há pouco mais de dois meses no Brasil, Mhd Yamen Alhelwany era um dos mais animados.

“Milhares de pessoas já morreram nesta guerra e muitas vezes é impossível deixar de pensar nos nossos parentes que ainda estão no Oriente, mas que não conseguem sair de lá por não terem condições financeiras ou mesmo por estarem sem documentos. Essas ações servem para que possamos nos distrair um pouco, deixar as nossas crianças felizes para esquecer o que já passaram. Nos dá mais força para seguir em frente neste país que nos recebeu tão bem e com tanto carinho. Eu só tenho que agradecer a todos por essa oportunidade”, disse o sírio, que mora com a mulher na região do Brás.

O ONG Oasis Solidário presta atendimentos a refugiados com o objetivo de oferecer amparo social, fazendo com que as pessoas tenham os menores impactos possíveis em sua chegada ao Brasil. Com o auxílio de voluntários, a organização ministra aulas de português e realiza atividades de integração social. Por mais que a maior parte do atendimento seja prestado aos sírios, a ONG recebe pessoas de qualquer nacionalidade.

“Nós recebemos não só os sírios, mas também alguns haitianos e bolivianos que chegam a nós com as mesmas necessidades. São pessoas simples, que saíram de seus países por obrigação e não por opção. Nós precisamos que as pessoas aceitem mais esse povo, que quer trabalhar, fazer qualquer coisa para retribuir o favor do povo brasileiro”, disse o presidente da ONG Amer Massarani.


 


Outras comunidades
Uma parceria da Secretaria Municipal de Educação com a produção da peça “Mudança de Habito”, em cartaz no centro de São Paulo, levou em setembro 70 pessoas de famílias de africanos e haitianos ao teatro. A ação também faz parte da ação para integrar as comunidades de imigrantes refugiados que foram acolhidas pela cidade de São Paulo.

 


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Imagens para download - Jogo do Santos:
Crédito: Heloisa Ballarini/Secom


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Imagens para download - Teatro:
Crédito: Eduardo Ogata/Secom


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