O prefeito Fernando Haddad abriu nesta quarta-feira (12) a Conferência Regional América Acessível, que reúne até 14 de novembro empreendedores, representantes do poder público e entidades ligadas ao movimento pelos direitos das pessoas com deficiência das Américas para debater metas e propostas de acessibilidade nos meios de comunicação e informação. O evento, realizado no Anhembi, é uma iniciativa da União Internacional de Telecomunicações, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).
“Aqui em São Paulo estamos com o espírito de ajudar e contribuir para que o direito das pessoas com deficiência seja respeitado. Então há um enorme esforço de adaptação dos equipamentos públicos, acessibilidade das calçadas, para que estas barreiras possam ser vencidas e as pessoas possam usufruir da cidade, conviver, produzir, ter lazer e tudo a que têm direito”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.
Na área das tecnologias de informação e comunicação, a Prefeitura disponibiliza desde agosto deste ano um software gratuito de acessibilidade na internet para pessoas com deficiência. A administração municipal foi o primeiro órgão público do país a oferecer o programa Essential Accessibility. O navegador possui recursos que permitem, por exemplo, controlar o cursor do mouse com movimentos do rosto, comandos de voz, leitor de página, zoom em texto, imagem e teclado na tela.
Integradas ao programa São Paulo Mais Inclusiva, outras ações da Prefeitura facilitam o acesso de pessoas com deficiência a comunicação e informação. Entre as 70 metas do programa estão: efetivar o funcionamento da Central de Libras, instalar scanners de áudio e livros acessíveis nas bibliotecas municipais, revitalizar 32 telecentros com a disponibilização de equipamentos de tecnologia assistiva e tornar acessíveis campanhas e comunicações da administração municipal, inclusive a divulgação da programação cultural.
Para o diretor da representação da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz, as iniciativas de acessibilidade na tecnologia de informação promovem a inclusão pelo conhecimento. “A aplicação correta das novas tecnologias de informação e comunicação podem tornar as salas de aula mais inclusivas, conteúdos de ensino mais acessíveis, técnicas de aprendizagem mais ajustadas às necessidades de cada aluno. Estas tecnologias também quebram o isolamento e o preconceito através da produção da informação sobre o mundo do deficiente a partir da sua própria perspectiva”, disse Muñoz.
A conferência internacional marcou também o lançamento em língua portuguesa do Relatório global Unesco: abrindo novos caminhos para o empoderamento; TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) no acesso à informação e ao conhecimento para as pessoas com deficiência. O documento está disponível na internet e traz recomendações de como alcançar um progresso concreto na área dos direitos das pessoas que vivem com deficiência.
Ao longo do evento, será discutida a acessibilidade de telefones móveis e serviços, televisão e sites, acesso público e contratos públicos, bem como inovação na acessibilidade das TIC e na radiodifusão. A ideia é chegar a uma proposta de plano de ação para promover a acessibilidade das TIC na região das Américas com metas a serem alcançadas no curto, médio e longo prazo, incluindo TIC acessíveis para os Jogos Paraolímpicos de 2016.
“Nós temos que pensar no fortalecimento do desenho universal que possa atender a todas as pessoas. Isto humaniza as ações, dá mais oportunidades e impulsiona o mercado consumidor, porque estarão sendo disponibilizados produtos para todas as pessoas”, defendeu Antônio José Ferreira, secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência do governo federal.
Os resultados da conferência serão convertidos em insumos para a Conferência Internacional da Exclusão ao Empoderamento – O Papel das Tecnologias de Comunicação e Informação para as Pessoas com Deficiência, organizada pela Unesco em Nova Déli, Índia, de 24 a 26 de novembro de 2014. A secretária Marianne Pinotti (Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida) participará amanhã (13), às 14h, da mesa Os Desafios para a promoção de serviços públicos acessíveis e o processo público de contratações. Mais informações sobre a programação estão disponíveis na página do evento.
Pessoas com deficiência
De acordo com o Censo de 2010, cerca de 2,7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência vivem na cidade de São Paulo, sendo 810 mil em situações mais severas. Em todo o Brasil, são 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência ou mais de 25% da população. Para conhecer melhor as necessidades das pessoas com deficiência que vivem na capital, a Prefeitura realiza pela internet o Cadastro Inclusão. Com a pesquisa, será possível conhecer melhor esta população, com dados sobre tipo de deficiência, faixa etária, gênero, grau de educação, tipo de trabalho e habitação, quais serviços tem acesso em áreas como saúde, transporte, esporte e cultura, entre outras.
Fotos
Crédito: Cesar Ogata/SECOM
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Tuesday, January 26, 2016
Conferência internacional debate acessibilidade nas tecnologias de informação
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