Saturday, June 18, 2016

Primeiro ‘rolezinho autorizado’ leva jovens ao Parque do Ibirapuera


Após a abertura de diálogo da Prefeitura com movimentos de jovens ligados a periferia e ao funk, o Parque do Ibirapuera recebeu na tarde deste sábado (15) o primeiro ‘rolezinho autorizado’. Mesmo com a chuva forte que atingiu toda a cidade, cerca de 200 jovens se reuniram, com segurança, embaixo da marquise ao lado do Museu de Arte Moderna (MAM). Em reunião mais cedo, com a participação de representantes do Ministério Público e os jovens, a Secretaria de Promoção a Igualdade Racial se colocou a disposição para abrir outros espaços públicos como parques municipais e Centros de Educação Unificados (CEU) para receber novos encontros. 

No Ibirapuera, a Prefeitura colaborou com apoio ao evento, primeiro, com a intermediação juntos aos organizadores do rolezinho feita pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial, junto ao MPE, que acompanhou o encontro deste sábado. Para dar segurança aos jovens e frequentadores do Parque, além do efetivo regular de 58 guardas civis metropolitanos (GCM), divididos em dois turnos, outros 25 agentes reforçaram a equipe. 

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que administra o parque, disponibilizou ainda 92 vigilantes, também divididos em dois turnos, além de 112 profissionais da limpeza e manejo para manutenção do espaço, que recebe 220 mil pessoas por finais de semana. A Secretaria Municipal da Saúde, assim como rotineiramente, colocou a disposição uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atender os frequentadores.

“É muito importante esse apoio e é mais um passo dado para que os jovens possam ter espaços para diversão na cidade. Com o apoio, os jovens podem vir ao rolezinho, ter seu lazer e sem se preocupar com segurança, tumulto ou divergências com quem organiza o espaço”, afirmou o Mc Chaveirinho, que conta com mais de 70 mil seguidores nas redes sociais.

A administração municipal vem ainda ajudando os organizadores dos rolezinhos a se engajarem e aproximarem os jovens de ações sociais. O movimento está se organizando em uma associação, que já conta com 60 organizadores dos encontros, para promover cursos, oficinas e divulgar iniciativas voltadas aos jovens da periferia.

“Quando o jovem vem para o rolezinho é um pedido por mais espaços públicos para lazer, mas eles também querem capacitação, cursos, oficinas e emprego. A ideia da associação está saindo e queremos usar toda a força que os ‘famosinhos’ tem na internet para divulgar um curso interessante que um CEU tenha ou promover ações nossas”, disse Ricardo Sucesso, que é um dos organizadores de rolezinhos.


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