A Prefeitura de São Paulo vai implantar ainda neste ano, um novo complexo de saúde no bairro de Heliópolis, na zona sul, com cinco serviços integrados para ampliar o atendimento de jovens e crianças com dependência química. O equipamento contará com Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) com dez leitos de curta internação, duas Unidades de Acolhimento (UA) Infantil somando 30 vagas com supervisão de equipes multiprofissionais, além de outra unidade para adultos com 15 vagas e um Centro de Convivência e Cooperativa.
O complexo será instalado no local onde funciona até nesta terça-feira (31) a Unidade de Atendimento ao Dependente (UNAD), na avenida Almirante Delamare. O serviço voltado para desintoxicação de jovens e crianças tem tido ocupação média entre 10 a 14 pacientes, encaminhados com base em protocolos clínicos, vem dificultando o acesso à escola, aos vínculos sociais e familiares. Além do complexo, dois novos CAPS Infantis estão em fase final de ampliação, na Mooca e Itaquera, somando mais seis leitos. No ano passado, a região do Campo Limpo, na zona sul, ganhou um novo CAPS Infantil. O convênio com a entidade que administra o UNAD, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) também será encerrado nesta terça (31).
Antes, no local, funcionava o Serviço de Atenção Integral ao Dependente (SAID), que operou até o início de 2013 e era gerido pelo Hospital Samaritano, que preferiu não renovar o vínculo. Em 2012, a Promotoria de Patrimônio Público e Social do Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil para apurar gastos desnecessários com o serviço, já que o tratamento de um paciente chegava a custar R$ 652 por dia. Na mudança do contrato em 2013, a Prefeitura conseguiu diminuir o valor do serviço de quase R$ 20 milhões ao ano para R$ 11 milhões, promovendo economia de quase 50% aos cofres públicos municipais e mudou o perfil da iniciativa, passando a não mais servir como abrigo para jovens infratores, mas com seu propósito de tratamento de desintoxicação, atendendo a protocolos clínicos, enquanto estruturava a Rede Integral de Atenção Psicossocial no município.
Por este motivo, a rede municipal de serviços para o tratamento da dependência química em todas as idades está sendo ampliada e fortalecida pela Prefeitura nos últimos dois anos. Além da criação do programa De Braços Abertos, que oferece emprego, renda, moradia e capacitação para 300 dependentes químicos da região da Luz, o número de leitos de psiquiatria em hospitais gerais da cidade mais que dobrou no período. Até dezembro de 2012, São Paulo contava 109 leitos voltados para o atendimento da dependência química e agora, são 220.
Em julho do ano passado, a população ganhou aindauma nova unidade do CAPS no Campo Limpo, na zona sul, que beneficia mais de 163 mil pessoas da região, operando 24 horas por dia e em sete dias da semana. Outras duas unidades do CAPS Álcool e Drogas, em Itaquera e São Mateus, na zona leste, que operavam somente em horário comercial, passaram também a atender 24 horas em todos os dias da semana.
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