No segundo debate promovido pelo Mais Educação São Paulo nesta segunda-feira, as propostas para o currículo escolar foram discutidas por educadores da rede municipal de ensino. A Interdisciplinaridade e a participação dos responsáveis na vida escolar dos alunos foram os assuntos mais lembrados.
“Este é um momento histórico para a cidade de São Paulo para que os educadores possam não apenas refletir, mas também dialogar as variáveis colocadas e apoiar a construção de uma escola com o auxílio de todos, não só no interior da escola. Para fazer história é preciso que todos os educadores e familiares tenham conhecimento para que o processo se realize por toda a cidade de São Paulo”, afirmou o professor e doutor em filosofia da PUC de São Paulo, Fernando Almeida.
Participaram da roda de conversa a professora de Ensino Infantil e Fundamental 1, Cintia Gomes da Fontes, os coordenadores pedagógicos Maria Estela dos Santos Lefevre, Francilene de Souza de Tavares, Silem Santos Silva e Edna de Oliveira Telles e o diretor de escola Ropper Pires de Carvalho Filho.
“Nós estamos discutindo bastante na escola. A interdisciplinaridade é importante não só no segundo ciclo, mas ao longo dos nove anos. É um assunto debatido desde os anos 70, mas na sala de aula ainda gera muitas dúvidas. Os professores não sabem como fazer isso e questionam como isso vai se dar na teoria e na prática”, disse a professora de Ensino Infantil e Fundamental 1, Cintia Gomes da Fontes, que também falou sobre a integração da família na escola.
“Os coordenadores pedagógicos precisam pensar na integração da família com o novo currículo. Para isso é preciso um canal de participação na escola. Conhecer a comunidade onde a escola está e ter ciência das necessidades que ela tem para elaborar não só um currículo científico, mas mesclar situações para atender e trazer a família para dentro da escola”, afirmou Cíntia.
Sobre o currículo escolar, o diretor da EMEF Antonio Rodrigues Campos, Ropper Pires de Carvalho Filho, afirmou que ele “deve considerar as diferentes variáveis do processo educativo, o currículo dos profissionais e se aproximar às demandas econômicas das famílias. Nessa perspectiva pensar no papel do educador, centralizando o que nunca deveria ter sido perdido na formulação das políticas públicas. Esse é um pequeno passo para também chegarmos ao conceito e a prática para que a cidade efetivamente se torne uma cidade educadora.”
Saiba mais sobre o Programa Mais Educação São Paulo. Os cidadãos podem comentar e ajudar na discussão sobre as melhorias do ensino na cidade
Fotos
Crédito: Heloisa Ballarini / SECOM
Foto 1 – Debate foi transmitido ao vivo no site do Mais Educação e no portal da Prefeitura
Foto 2 – Fernando Almeida afirmou que matérias lecionadas hoje “são tão fragmentadas que se não houver elementos se perde nos parcelamentos”, dificultando assimilação dos alunos
Foto 3 – Cinthia Gomes da Fontes destacou importância das escolas estarem integradas com suas comunidades
Foto 4 – Segundo a coordenadora pedagógica, Maria Estela, “mudanças fortes envolve o papel de todos”
Foto 5 – Silem Santos Silva, da EMEF Alferes Tiradentes, pediu a participação da população para a materialização de propostas concretas
Foto 6 – Para Edna de Oliveira Telles, da DRE Pirituba, discussão faz parte de um período de construção histórica para a rede
Foto 7 – Ropper Pires de Carvalho Filho pediu que currículos escolares sejam examinados com critério
Foto 8 – A coordenadora Francilene de Souza de Tavares afirmou que todos os problemas de gerenciamento devem ser apresentados para levar comunidades às escolas
No comments:
Post a Comment