Wednesday, June 22, 2016

91% dos semáforos reformados não apresentaram falhas em 2013


Do total de 2.003 cruzamentos semafóricos revitalizados até dezembro do ano passado, 91% não apresentaram qualquer problema. A reforma da rede foi iniciada em agosto de 2013. Dos 3.677 cruzamentos não revitalizados, no entanto, constatou-se que 52% apresentaram falhas no mesmo período. Os dados são da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), autarquia que tem executado um projeto de revitalização semafórica na cidade. 



"A reforma, mesmo que em fase inicial, já tem apontado para a diminuição dos impactos negativos causados pelas chuvas no sistema semafórico da cidade", afirma o diretor de Sinalização da CET, Sérgio Torrecilhas.



A revitalização que tem sido implementada evita que os semáforos quebrem. Isso porque os equipamentos possuem dispositivo de proteção contra surto, recurso que impede o curto-circuito de controladores por sobrecarga elétrica - falha que desliga o semáforo e causa maior prejuízo ao cidadão devido à demora para a troca do equipamento. Com a recuperação elétrica que tem sido empregada, as sobrecargas e surtos de energia resultarão apenas na queda de um disjuntor. Com isso, o semáforo chega a ficar inoperante, mas o seu religamento é feito de forma mais ágil, tão logo o problema é identificado.



"Estamos ainda em uma primeira etapa. Se houver sobrecarga de energia, é natural que o semáforo apague, ainda mais no caso daqueles que não têm ainda 
no breaks instalados. E isso não chega a ser uma falha. Ele desligou e precisa ser religado", explica Sérgio Torrecilhas. 



De acordo com o contrato firmado com as empresas responsáveis pela reforma, os semáforos recuperados não podem ficar por mais de duas horas inoperantes, sob o risco do pagamento de multas no valor de R$ 10 mil por equipamento com defeito.



Comparação
As fortes chuvas do dia 24 de janeiro, por exemplo, resultaram em 103 equipamentos com problemas. Já no dia 14 de fevereiro do ano passado, quando as precipitações apresentaram volume semelhante, foram registradas falhas em 230 semáforos ao mesmo tempo. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o volume médio de chuva no dia 24/1 foi de 30,3 mm. No dia 14 de fevereiro de 2013, a média foi de 27,6 mm. 



Notificações
De acordo com a CET, as empresas responsáveis pelo serviço receberam 186 notificações por casos de panes que ultrapassaram o prazo máximo de 2 horas. Em 183 ocorrências, as empresas conseguiram comprovar que a origem do problema não estava nos aparelhos recuperados, mas, sim, alheios a eles.



Um exemplo recorrente de falhas se dá com os semáforos que não possuem no breaks. Quando há registro de queda de energia na região em que estão localizados, o seu funcionamento depende exclusivamente do retorno na energia elétrica, de responsabilidade da Eletropaulo. 



Reforma

A primeira fase da recuperação da rede semafórica teve início em agosto de 2013 e caracteriza-se pela troca da fiação elétrica e pelo início da instalação de no breaks. Atualmente, a cidade de São Paulo possui 5.680 cruzamentos semaforizados, dos quais 4,8 mil devem ser reparados até agosto de 2015. Até dezembro, 2.003 foram recuperados, isto é, 35% do total e mais de 41% da meta. A primeira etapa dos 2.797 restantes deve ser executada ainda neste ano. 



No breaks e GPRS
Entre os 4,8 mil cruzamentos semafóricos que serão revitalizados, 1,4 mil devem receber no breaks, dispositivo que permite o funcionamento dos semáforos mesmo quando o fornecimento de energia elétrica da região é interrompido. Os aparelhos têm capacidade para atuar de forma independente, isto é, sem energia elétrica, por um período de duas horas.



A escolha dos pontos que receberão ou não o dispositivo considera não só os cruzamentos mais importantes da capital, mas também um estudo realizado junto à Eletropaulo a fim de identificar os locais que mais são afetados com a queda de energia. De acordo com o último balanço divulgado pela CET, que traz dados até dezembro de 2013, dos 2.003 semáforos revitalizados, 440 receberam 
no breaks.



Após encerrada a primeira etapa, parte da rede revitalizada estará apta para receber novos controladores e sistema de comunicação GPRS para monitoramento do equipamento da Central da CET. Com o GPRS, a central será informada em tempo real, pelo próprio equipamento, das falhas em seu funcionamento, sem necessidade do acionamento por agentes, cidadãos ou imprensa - tal como ocorre hoje. O recurso permitirá não só o monitoramento da rede, mas também consertos remotos nos controladores de semáforos. Alguns GPRS já foram instalados e estão em fase de testes. A expectativa é de que até 2015, 2.680 deles sejam conectados à Central, que deve ser oficialmente inaugurada nas próximas semanas. 


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