A cidade de São Paulo recebeu na tarde desta quarta-feira (4) o segundo ciclo do programa Cultura e Pensamento, promovido pelo governo federal com o intuito promover um diálogo entre aqueles que olham para a cidade como campo da cultura e os que reconhecem as diferentes culturas como uma realidade urbana. O prefeito Fernando Haddad participou do debate “Cidade e Cultura: a construção de outro imaginário urbano” e defendeu mudanças de paradigmas para a evolução das cidades.
“Nós estamos vivendo um momento em que se questiona muito a qualidade de vida na cidade, mas é um momento também rico. É um momento de contestação porque se quer mais, porque se quer avançar mais, mas é um momento rico para promover quebra de paradigmas e eu entendo que o momento hoje das cidades é de quebra de paradigmas”, afirmou o prefeito, que continuou: “Se nos mantivermos prisioneiros de certos paradigmas, a qualidade de vida em uma civilidade vai piorar, independente do investimento que se faça”, disse.
Criado pelo Ministério da Cultura (MinC), o Cultura e Pensamento teve seu primeiro ciclo realizado entre 2005 e 2012. Em 2015, ele foi retomado com a proposta de estimular a reflexão e a interlocução entre diferentes visões do campo da cultura, ultrapassando a barreira acadêmica e reunindo grupos culturais, movimentos, redes, ativistas, intelectuais, fazedores e fazedoras de cultura, jovens inovadores, mestres e mestras, aproximando campos sociais, territórios e correntes de pensamento.
“A cidade deveria ser vista como um prolongamento da nossa casa, como contraponto necessário ao isolamento, como parte da qualidade de vida que buscamos e não como um espaço hostil no qual precisamos nos separar. Precisamos desenvolver o pensamento crítico sobre as nossas cidades”, afirmou o ministro da Cultura, Juca Ferreira.
Por mais de uma hora, a psicanalista e escritora Maria Rita Kehl e o arquiteto, urbanista e presidente do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Vainer, debateram o tema e responderam questões da plateia presente no Centro Cultural Vergueiro, na zona sul da cidade.
“Essa possibilidade que estamos tendo de debater cultura e cidades permite que esse debate transversal ocorra de uma maneira aprofundada e importante, como a que vimos”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, mediador do debate.
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Crédito: Heloisa Ballarini/Secom
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