Wednesday, April 13, 2016

Carnaval de Rua atrai 1,5 milhão de pessoas e se firma como festa da diversidade cultural paulistana


Alterado às 18h50


O Carnaval de Rua de São Paulo atraiu cerca de 1,5 milhão de pessoas, segundo a SPTuris (São Paulo Turismo), e se firmou como uma festa popular da cidade. À tradição dos sambas-enredos paulistanos, exibida todos os anos no Sambódromo, somaram-se dezenas de novos coletivos de bairro que organizaram espontaneamente seus blocos, com bandas e trios próprios, numa celebração marcada pela diversidade musical e pelo grande envolvimento das munícipes. A absoluta maioria dos 300 blocos cumpriu as regras estabelecidas pela Prefeitura. Neste ano, as festividades ocorreram em 28 subprefeituras da cidade, o que contribuiu para a distribuição territorial dos desfiles.



"Nós estamos avançando muito no ponto de vista de fazer um carnaval de qualidade na cidade de São Paulo, dando opção para as pessoas que não querem viajar ou que não podem viajar nessa época. Existem os blocos grandes, com muita gente, mas também aqueles de pequena dimensão, de tamanho médio. São blocos interessantes, de bairro, onde todos se conhecem. Foi realmente uma festa de rua bonita e que estimula, inclusive, a cidadania cultural. O Carnaval de Rua entrou definitivamente no calendário da cidade e se mostrou este ano um dos melhores carnavais do Brasil", afirmou o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki.



Diversos blocos e cordões se destacaram. O Bloco Bastardo saiu neste domingo (15) acompanhado de uma banda de metais e percussão executando marchinhas clássicas e de composição própria. Organizado pelo saxofonista Thiago França, do grupo Metá Metá, o bloco A Espetacular Charanga do França interpretou, ao vivo, nesta segunda-feira (16), sambas e marchinhas, convocou os participantes a comparecerem fantasiados e, ainda, pediu que trouxessem suas bicicletas enfeitadas.



No sábado (14), o Bloco Carnavalesco João Capota na Alves interpretou a canção inédita “Chove na Cantareira amor!”, que elegeu como tema a crise hídrica. No mesmo dia, em Pinheiros, o Bloco 77 – Os Originais do Punk apresentou uma mistura de clássicos do punk paulistano em ritmo de marchinha carnavalesca. O Tarado Ni Você levou milhares de pessoas para as ruas do centro ao som de seu trio elétrico especializado em versões de Caetano Veloso, puxado por cantores como Celso Sim e Arícia Mess e um aquecimento com DJs tocando alguns clássicos da MPB.



Nos blocos, cordões e bandas imperou o clima de diversão, criatividade e tranqüilidade. Sem grandes incidentes, o destaque foi mesmo a qualidade e a variedade de gêneros, estilos e propostas. Do afoxé às marchinhas tradicionais, das homenagens a grandes artistas às versões de punk e rock, de temas comunitários às marchinhas com críticas sociais, dos carnavais regionais ao Baile da Batata, com Elza Soares, Pepeu Gomes, Baby do Brasil, Zeca Baleiro, Marcia Alcina e Elke Maravilha. As manifestações do Carnaval de Rua trouxeram uma ampla mostra da riqueza cultural paulistana.



Terça-feira de Carnaval


As ruas da cidade receberam nesta terça-feira (17) o desfile de 30 blocos de rua, que atraíram o público estimado de mais de 70 mil pessoas. Do total de blocos, nove circularam pelas ruas da zona leste, sete no centro, oito na região oeste, seis na região sul e três na zona norte. Só a região de Vila Madalena e Pinheiros atraiu um público estimado em 20 mil pessoas, pico alcançado no meio da noite.



Nesta madrugada, a dispersão de público na região da Vila Madalena foi iniciada por volta da 1h e transcorreu sem maiores incidentes ou problemas pontuais, tais como os que haviam sido registrados durante o fim de semana, ocasionados pela dinâmica de pessoas que foram ao bairro, independente de integrarem os blocos.



"O problema da Vila Madalena não são os blocos do carnaval de rua, que ocorreram durante o dia. 84% dos blocos que desfilaram na Vila Madalena, que representa mais ou menos 12% dos blocos da cidade, desfilaram até as 18h, e mesmo os que superaram esse horário (ao todo, apenas 7 blocos) terminaram por volta das 22h. O problema da Vila Madalena é que muita gente que vai ao bairro não faz parte de bloco nenhum. As pessoas procuram a Vila Madalena porque ela virou um ponto de atração. Ao longo das duas últimas décadas foi se criando uma certa áurea em cima da Vila Madalena como um bairro boêmio, como um bairro de artistas, como um bairro da noite e isso não foi a Prefeitura que criou e nem o Carnaval de Rua.", disse Bonduki.



A programação do Largo da Batata, em Pinheiros, se estendeu até quase 2h, também sem maiores incidentes. Somente no Largo, o público estimado foi cerca de 8.000 pessoas, com maior concentração de pessoas no show da cantora Baby do Brasil, marcado para as 21h. Durante todo o Carnaval, o local, que sediou o evento promovido pela Prefeitura, concentrou cerca de 30 mil pessoas.



As festas têm sido monitoradas por uma Central de Operações, que reúne representantes de 14 secretarias municipais e da Polícia Militar. De acordo com a polícia Militar e a Defesa Civil, não foram registradas ocorrências graves e festa correu com tranquilidade.



Multas


Do total de blocos que desfilaram na cidade desde o último dia 7, oito serão autuados por desviarem do itinerário, descumprimento grave de horários e privatização de espaços públicos. O valor da multa gira em torno de R$ 3.000. São eles Bangalafumenga e Sargento Pimenta, pelo não recolhimento de lixo; o Acadêmicos do Baixo Augusta, pelo não recolhimento do lixo e não disponibilização de banheiros químicos; o Pimentas do Reino (Pinheiros) e o Antiacadêmicos do Baixo Pinheiros, por descumprimento grave de horário; o Bloco do Zé e da Maria, por descumprimento grave de trajeto; o Nu Interessa, por cerceamento da via pública e o Pérola Negra, pela privatização do espaço público, com a cobrança de ingressos.



Outros seis grupos com problemas menores serão notificados, o que deverá impor restrições futuras. São eles os blocos Casa Comigo, por provisão insuficiente de infraestrutura e desfile estacionário; o Bastardo, por alterações de pouco impacto no traçado previsto; o Bregs’Nice, por atraso no final da folia, porém respeitando o limite de 22h; o Bargaça, descumprimento de horário e trajeto; o Vai Quem Quer, por alteração de traçado.



Banheiros


Nos desfiles dos blocos nesta terça-feira (17) foram disponibilizados pela Prefeitura 307 banheiros químicos durante todo o dia, fora os oferecidos pelos próprios blocos com apoio privado.Durante todo o período de desfiles dos blocos de rua, a Prefeitura disponibilizou aproximadamente 6.000 diárias de banheiros químicos - número que equivale ao total de vezes em que os banheiros disponibilizados para uso.



Saúde


Nesta terça-feira (17), nas regiões centrais e oeste, foram realizados 48 atendimentos, com apenas 4 remoções. O principal local de ocorrências foi a Vila Madalena com 35 atendimentos e 3 remoções para hospitais da região.



Os atendimentos de saúde nos desfiles de blocos foram realizados por empresas contratadas, com uma ambulância de unidade de terapia intensiva e uma de remoção, além do apoio do Samu. Durante todo o Carnaval, as equipes de saúde realizaram 270 atendimentos, com 66 remoções.



Fiscalização


Cerca de 300 agentes da Prefeitura fizeram a fiscalização nas ruas, com atenção especial aos vendedores ambulantes que comercializavam garrafas de vidro, ao cumprimento da Lei Cidade Limpa e ao fechamento de bares até 1h.



De acordo com a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, durante todo o Carnaval foram realizadas três toneladas em apreensões na subprefeitura de Pinheiros e outros 288 lacres na subprefeitura da Sé, as duas que mais concentraram blocos nos últimos dias.



A fiscalização do PSIU se concentrou na região da Vila Madalena. No período do Carnaval, foram contabilizadas três multas, de R$ 1.000 cada, e 25 abordagens, que se referem à orientação para que estabelecimentos baixassem o volume. Como esses pedidos foram atendidos prontamente, não foi necessário aplicação de multa.



Neste ano, para coibir a exposição irregular de marcas publicitárias na paisagem urbana, a fiscalização foi intensificada pela Prefeitura. Com relação à Cidade Limpa, as marcas infratoras continuaram sendo autuadas e receberão as multas. Até agora, foram contabilizadas multas no valor de R$ 600 mil, montante que inclui também o período de pré-carnaval.



Trânsito


Durante a operação de trânsito nesta terça-feira (17) não foram registradas ocorrências graves. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) disponibilizou 235 agentes para a fiscalização e trabalho de orientação em toda a cidade.



Desde sexta-feira (13), por conta do Carnaval, foram destacado 1.397 agentes da CET, que juntos realizaram 332 bloqueios por toda cidade, de modo a garantir maior segurança e conforto aos foliões que desfilaram pelas ruas da cidade.



Limpeza


Na região da Vila Madalena, 230 agentes trabalharam nesta terça-feira (17), com o recolhimento de 26 toneladas de resíduos e a utilização de 80 metros cúbicos de água de reuso para a limpeza das vias. Na região central, outros 165 agentes recolheram 12,6 toneladas de lixo e utilizaram 120 metros cúbicos de água de reuso.



Em todo o Carnaval, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) disponibilizou uma equipe de 1.702 funcionários para a limpeza das ruas que receberão 240 blocos nas zonas oeste, norte e na região central. Foram realizadas limpeza e lavagem de vias, coleta de resíduos de varrição e domiciliar, além de limpeza de bocas de lobo. O trabalho foi realizado com mais de mil metros cúbicos de água de reuso e foram coletados 367 toneladas de resíduos. A limpeza foi auxiliada por 18 caminhões basculantes, quatro caminhões pipa, dois caminhões antares (que utilizam água com pressão), sete veículos de apoio e seis motos.



Guarda Civil


Durante o Carnaval, a Guarda Civil Metropolitana destacou 385 guardas e 95 viaturas para atuar junto aos blocos que desfilaram na Sé e em Pinheiros. No total, 2.666 apreensões foram realizadas nestas regiões, com maior concentração na Vila Madalena e Pinheiros, com 2.583 delas. Neste período, apenas uma ocorrência foi registrada, no domingo (15), pela adulteração de sinal de identificação de um veículo.



Sambódromo


Para o desfile das Escolas de Samba no fim de semana, foram utilizadas 14 ambulâncias de suporte básico, 4 ambulâncias com unidade de terapia intensiva (UTI), além do apoio do Samu com 4 ambulâncias e duas motos de resgate. No total foram realizados 411 atendimentos, com 43 remoções. Alcoolismo, traumatismos de extremidades e crânio por queda e arritmias cardíacas foram as principais causas dos atendimentos realizados.



O efetivo da GCM para os desfiles foi de 1.100 guardas. Nas festividades no Sambódromo trabalharam 500 equipes de limpeza. Após cada desfile, a pista do samba é limpa com uma varredeira de pequeno porte, duas de médio porte e 30 funcionários. Tudo fica pronto para a próxima apresentação em 15 minutos.



Na tarde de segunda-feira (16), foi fechado o balanço da operação de limpeza nos dois dias de desfile do grupo especial e no desfile do grupo de acesso. Em quatro dias foram coletadas dez toneladas de lixo na área interna e 24 toneladas na área externa do Sambódromo do Anhembi. Os pontos de entrega voluntária (PEVs) recolheram 750 quilogramas de recicláveis.



Na próxima sexta-feira (20), o local receberá o Desfile das Campeãs, que contará com a presença da campeã e da vice do Grupo de Acesso, Unidos do Peruche e Pérola Negra, respectivamente, além das cinco primeiras colocadas do Grupo Especial. A escola Vai-Vai foi a campeã deste Carnaval, com um samba-enredo que homenageou a cantora Elis Regina.


 


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