Um seminário realizado nesta terça-feira (27) discutiu propostas e desafios para aprimorar a Política Integral de Atenção à Saúde da Mulher (Paism), que completou 30 anos. O evento também marcou o primeiro ano da Secretaria de Políticas para as Mulheres, criada pelo prefeito Fernando Haddad por decreto e aprovada por projeto de Lei na Câmara Municipal, e o Dia Internacional de Saúde da Mulher e pela Redução da Mortalidade Materna.
Realizado em parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e a Secretaria Municipal de Saúde, o seminário reuniu gestores, especialistas, profissionais de várias áreas e militantes do movimento de saúde no auditório da Aliança Francesa.
No encontro, a primeira-dama e coordenadora do programa São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad, lembrou da importância da mulher na sociedade. “No estado de São Paulo são 12 milhões de famílias, destas 40% são chefiadas por mulheres. Em saúde, quando a gente fala em uma atenção integral, a gente tem que olhar para os determinantes sociais, para a discriminação de gênero, para a violência doméstica”, disse Ana Estela.
Foram quatro mesas de discussões ao longo do dia que fizeram um balanço da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher: “A pesquisa Mulher Brasileira e Gênero no Espaço Público Privado”; “Mortalidade Materna: desafios e perspectivas”; “A política de Atenção à Saúde Integral da Mulher”; “A Sexualidade no Âmbito da Atenção Integral da Saúde da Mulher: Implicações para uma Política Pública”.
“O movimento de mulheres construiu as bases do que seria o programa. Na década de 80 nasceu a primeira política integral, que sucedeu programas que tratavam a saúde da mulher como saúde materno-infantil, e não com uma visão integral, voltada para suas condições de vida, as relações de gênero e de poder envolvem as ações de saúde da mulher do ponto de vista biológico e psicológico”, explicou a secretária Denise Dau (Políticas para as Mulheres).
O Paism foi criado em 1984 e representou um passo significativo no âmbito da atenção integral à saúde da mulher e em direção ao reconhecimento dos direitos reprodutivos femininos pelo Estado brasileiro. Além disso, ampliou o acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde em todo território nacional.
“Esta luta [uma política de atenção integral de Saúde da Mulher] está vinculada diretamente à história da democratização em nosso país. Trata-se de uma agenda que vem sendo construída como resultado da consolidação das bases do SUS, de forma a atender as necessidades da população e dialogar com as especificidades”, afirmou Denise.
“Quando falamos de redes assistenciais do SUS, estamos induzindo determinadas vias estruturantes para uma ação integral, em conjunto com as ações das outras secretarias para abordar as questões envolvidas na saúde da mulher”, disse o secretário-adjunto Paulo Puccini (Saúde).
As secretarias de Políticas para Mulheres e de Saúde trabalham em parceria para a capacitação dos profissionais de saúde para a adoção de posturas que facilitem o acesso à informação e aos direitos das mulheres. Outros projetos são o incentivo ao parto humanizado e a atenção especial à saúde das mulheres com deficiência.
Fotos
Crédito: Fábio Arantes/SECOM
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Sunday, September 25, 2016
Seminário discute propostas e desafios para a Política Integral de Atenção à Saúde da Mulher
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