Monday, September 26, 2016

Reclamações sobre trânsito na Ouvidoria caem 36,6% desde 2014


O relatório trimestral da Ouvidoria Geral do Município (OGM) apontou que os atendimentos feitos aos cidadãos sobre o trânsito na cidade de São Paulo caíram 36,6% desde 2014. De acordo com o balanço, enquanto nos três primeiros meses de 2014 foram abertos 298 protocolos de atendimentos sobre o trânsito paulistano, no mesmo período deste ano, foram 189, ou seja, 109 a menos. No primeiro trimestre de 2015, foram 255 atendimentos sobre trânsito feitos pela Ouvidoria. Na comparação entre os três primeiros meses de 2016 com 2015, a queda foi de 25,8%.

Entre os dez assuntos com mais atendimentos, o trânsito passou do quarto lugar, que ocupou em 2014 e 2015, para a sétima colocação neste ano. Os números da Ouvidoria vão ao encontro do estudo feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgada no último mês, e do TomTom Trafic Index, mais importante ranking mundial de medição de congestionamentos, divulgado em março.

De acordo com a CET, a lentidão do trânsito no pico da tarde, das 17h às 20h, caiu 16,6% -de uma média de 114 quilômetros de extensão em 2014 para 95 quilômetros no ano passado. No pico da manhã, das 7h às 10h, a redução foi de 6,6% -de 75 quilômetros de extensão em 2014 para 70 quilômetros em 2015. No entre pico, das 10h às 17h, a queda dos congestionamentos foi de 5,77%, de 52 quilômetros de extensão para 49 quilômetros. 

Por exemplo, nos dois horários de maior congestionamento da cidade, às 18h30 e às 19h, a melhoria foi pouco superior à média do pico da tarde, com queda de 18,4%. Às 18h30, a lentidão média do horário, que era de 130 quilômetros em 2014, passou para 106 quilômetros em 2015. Às 19h, que tinha lentidão média de 136 quilômetros, o índice caiu para 111 quilômetros no ano passado.

A melhoria no trânsito da cidade de São Paulo supera a verificada em outras cidades do país. De acordo com o TomTom Trafic Index, apontou a queda de 51 posições da capital paulista entre 295 metrópoles com mais de 800 mil habitantes de 38 países. Enquanto, em 2013, São Paulo ocupava a 7ª posição no ranking de maiores congestionamentos, a capital paulista caiu para a 58ª colocação em 2015. 


 



O Rio de Janeiro, que em 2013 estava na 3ª colocação, caiu apenas uma posição, para o 4º lugar. Segundo o estudo, que existe desde 1991, os motoristas no Rio de Janeiro gastam 165 horas por ano dentro de congestionamentos. Em São Paulo, perdem por ano 103 horas no trânsito lento ou parado. Em Salvador (7ª posição), Recife (8ª), e Fortaleza (41ª), de acordo com o ranking mundial, as pessoas perdem mais horas nos congestionamentos que em São Paulo.


 


A melhoria no trânsito acontece em um momento em que o número de veículos que circulam pela cidade cresceu novamente. Segundo o estudo da CET, a frota de veículos da cidade de São Paulo saltou de 7,8 milhões no fim de 2014 para 8,1 milhões em dezembro do ano passado, um crescimento de quase 3,4% em um ano. A taxa de motorização, ou seja, de veículos por 100 mil habitantes, também teve elevação no período, de 49 em 2014 para 50 em 2015.

O número de veículos vem crescendo sistematicamente ano a ano, sendo este o maior volume e a maior frota da capital paulista desde 2008. Apesar disso, os congestionamentos do pico da tarde são menores que em 2014, 2013, 2009 e 2008, segundo a CET. Os congestionamentos nesse horário vinham subindo seguidamente havia três anos, em 2012, 2013 e 2014.

Medidas
Desde 2013, a Prefeitura de São Paulo vem implantando diversas ações para melhoria e segurança do trânsito da capital paulista. Com a adoção do Programa de Proteção à Vida (PPV), foi registrada uma queda de 20,6% no número de mortes no trânsito na cidade de São Paulo, na comparação com os 12 meses de 2014, e 257 vidas foram salvas no período. Enquanto em 2014 foram registrados 1.249 óbitos, em 2015 ocorreram 992 casos. Uma das medidas do programa foi a redução da velocidade máxima em vias arteriais, que têm entre suas consequências o aumento da velocidade média, por conta do menor número de intercorrências que travam a fluidez, como acidentes.


Além disso, a Prefeitura já revitalizou os semáforos de mais de 4.500 cruzamentos da cidade, com troca de sistema elétrico, instalação de novos controladores e de no-breaks. Com investimentos de R$ 221,94 milhões, as obras têm como objetivo reduzir o número de acidentes e melhorar a fluidez do tráfego. Com a medida, as falhas dos equipamentos caíram, em média, 42% nos últimos três anos.

Para incentivar mais pessoas a utilizarem o transporte coletivo, a Prefeitura inaugurou ainda mais de 416 quilômetros de faixas exclusivas para a ônibus e, atualmente, a malha possui 506,2 quilômetros. Antes, São Paulo possuía 90 quilômetros de vias exclusivas para os coletivos. A medida, de acordo com um levantamento da São Paulo Transporte (SPTrans), aumentou a velocidade média dos ônibus durante os horários de pico, que ultrapassou os 20 km/h. O estudo foi feito a partir de medições realizadas de março a dezembro de 2013, janeiro a dezembro de 2014 e janeiro a junho de 2015.


A atual gestão também inaugurou 305,2 km de ciclovias. Antes, São Paulo só possuía 64,7 km, além de 31,9 km de ciclorrotas. Atualmente, a malha cicloviária é de 401,8 km. Um estudo da CET, divulgado no mês passado, apontou queda de 34% no número de mortes de ciclistas, na comparação de janeiro a dezembro de 2014 com o mesmo período do ano passado. Nos 12 meses de 2015, foram registradas 31 mortes, ante 47 casos fatais em 2014.

Além de mais segurança, a medida cria um novo público e amplia o uso do modal na cidade. Divulgada em setembro do ano passado, a pesquisa “Perfil de quem usa bicicleta na cidade de São Paulo” revelou que 40% dos ciclistas tinham começado a pedalar havia menos de um ano nas áreas central e intermediária da cidade, possivelmente influenciados pela expansão da malha cicloviária.

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