Wednesday, August 24, 2016

Unidades de saúde do município serão interligadas por rede virtual de suporte


Os médicos da rede municipal terão ao seu dispor um sistema de suporte on-line que possibilitará a melhoria da qualidade de seus atendimentos no Sistema Único da Saúde (SUS). Trata-se do Programa Telessaúde São Paulo Redes, lançado nesta terça-feira (30), na sede da administração municipal. O prefeito Fernando Haddad acompanhou a cerimônia, que contou ainda com a presença do secretário-adjunto da Saúde, Paulo de Tarso Puccini e da primeira-dama Ana Estela Haddad, que assumiu a coordenação do recém-instaurado Comitê Municipal de Telessaúde.

"Nós vamos melhorar muito a qualidade do atendimento porque é uma forma de compartilhamento de conhecimento, de formação e de informação que só as modernas tecnologias conseguem oferecer. Isso tem tido resultados muito significativos em regiões remotas do país e nós percebemos que trazer a telemedicina para cá ajudaria os profissionais a interagirem e intercambiarem conhecimentos", afirmou o prefeito.

Instituído em parceria com o Ministério da Saúde, o Programa Telessaúde São Paulo Redes vai aproveitar a experiência já adquirida pelo Programa Telessaúde Brasil Redes, criado em 2007 pelo ministério. A ferramenta é, inclusive, reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde, organismo internacional ligado à Organização Mundial de Saúde (OMS), como referência mundial em teletecnologia na promoção e na ampliação do acesso aos cuidados em saúde, especialmente às populações que vivem em áreas remotas.

O Programa Telessaúde São Paulo Redes integrará o ensino e o serviço por meio de modernas tecnologias da informação e comunicação para atividades à distância em ações da saúde de diversos níveis. A ferramenta viabilizará, por exemplo, a realização de teleconsultorias, telediagnósticos, tele-educação e segundas opiniões formativas por meio de tecnologias da informação implantadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e instituições de referência, possibilitando assim, um ganho de eficiência em todo o sistema.

"Nós conseguiremos, por exemplo, uma segunda opinião quase que imediatamente. Um clínico-geral que tem uma dúvida que poderá ser sanada com uma consulta de teleconferência, poderá acionar um especialista e, sem o encaminhamento, já dar uma resposta imediata para o paciente. Então pouparemos uma consulta, um exame, pelo simples fato do clínico-geral estar conectado com um especialista", disse o prefeito.


Estrutura
A gestão do novo programa será estruturada primeiro por uma Coordenação Municipal, ligada diretamente à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e de interface com o ministério, com o Estado e com demais municípios. Haverá ainda um Comitê Municipal de Telessaúde, instituído nesta terça-feira e coordenado pela primeira-dama Ana Estela Haddad.

Integram o comitê representantes de instituições referências na área da Saúde, entre as quais o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Beneficência Portuguesa, o Hospital do Coração, o Amparo Maternal e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Caberá ao órgão o assessoramento da SMS na gestão do programa, com a participação das discussões das diretrizes e também com o fomento de redes de conhecimento.

Abaixo do Comitê, existirá os Núcleo Técnico-Científico de Telessaúde, composto por diversas equipes, uma para cada especialidade. Elas serão responsáveis pela formulação e oferta de respostas às teleconsultorias e telediagnósticos, pela elaboração de uma segunda opinião formativa e pela realização de atividades de tele-educação na sua respectiva área de atuação.

Por fim, estarão os Pontos de Telessaúde, serviços de saúde a partir dos quais os profissionais do SUS demandarão teleconsultorias ou telediagnósticos. Poderão formular perguntas desde agentes comunitários até mesmo os médicos. Em até dois anos, a SMS deverá implementar Pontos de Telessaúde em 340 unidades de saúde, entre UBSs, Hospitais e Prontos-Socorros Municipais, Supervisões de Vigilância em Saúde (Suvis) e Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS 3). A meta para o primeiro ano é de cem pontos.

"A contribuição poderá não ser visível pelo cidadão porque não será um serviço que atenderá a ele diretamente, mas um serviço que vai dar suporte para o profissional de saúde. Com o tempo e com a estruturação do programa, sem dúvida nenhuma - e isso já é comprovado em âmbito nacional -, o programa trará benefícios ao evitar que o paciente precise ir a mais serviços para receber um atendimento. Com isso, nós teremos um atendimento mais resolutivo", afirmou Ana Estela.

O Núcleo funcionará 24 horas, ininterruptamente. Já os Pontos de Telessaúde terão funcionamento concomitantemente ao do equipamento a que estão ligados. A teleconsultoria poderá ser realizada em tempo real - seja por telefone, chat, web ou videoconferência -, ou então por meio de mensagens off-line, isto é, emails, em casos não urgentes. De acordo com o protocolo pactuado, o Núcleo terá até 24, 48 ou 72 horas para responder a demanda.

"Nós consideramos que estamos atuando de modo muito forte nos diversos pontos de atenção do município", afirmou Paulo de Tarso Puccini, destacando a criação do Hospital Dia Rede Hora, a reestruturação das unidades de emergência e urgência, o fortalecimento das unidades de atenção básica e a construção de três novos hospitais. "Nós estamos melhorando os pontos de atenção, mas isso não é suficiente para reestruturarmos e revolucionarmos o Sistema Municipal de Saúde. Para isso precisamos amarrar esses pontos de atenção e vinculá-los em um processo de articulação conjunta", completou.


Imagens para download:
Crédito: Cesar Ogata / Secom


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