A Prefeitura de São Paulo abriu nesta quinta-feira (12) a XX Cúpula de Mercocidades, com participação de representantes de 40 cidades sul-americanas e especialistas de organizamos internacionais. Eles se reúnem na capital para comemorar os 20 anos da rede mais importante da América do Sul e buscar um posicionamento comum da região na agenda do desenvolvimento sustentável.
No primeiro dia da Cúpula, as cidades debateram desafios urbanos sob a perspectiva de três debates internacionais liderados pelas Nações Unidas –Agenda 2030 (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), Conferência do Clima (COP 21) e Habitat III– e da integração regional no âmbito do Mercosul.
“As cidades da rede têm um horizonte comum de integração regional. Por isso é importante fazer uma leitura coletiva dos desafios para pensar em estratégias de como superar problemas nas cidades, especialmente no momento em que as cidades ganham projeção nas agendas internacionais”, explicou o secretário municipal Vicente Trevas (Relações Internacionais e Federativas). Ele lembrou que a pauta urbana tem se fortalecido no cenário internacional, citando como exemplo o evento promovido pelo Vaticano em julho, no qual o Papa Francisco conclamou a ajuda de 65 prefeitos do mundo, incluindo Fernando Haddad, no enfrentamento às mudanças climáticas e à escravidão moderna.
“Estamos muito mais perto das realidades do que os organismos internacionais. Os problemas batem à nossa porta”, disse Fernando Santomauro, coordenador de Relações Internacionais da Prefeitura de Guarulhos.
Na mesa que abriu os trabalhos do dia, o secretário Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento Urbano) alertou para o impacto das desigualdades na vida urbana, que reverberam em questões ambientais, econômicas, culturais e sociais. Também ressaltou fenômenos novos, nos quais há conflitos geracionais de visão sobre a ocupação do espaço público. “Em São Paulo, vemos isso muito claramente. As gerações mais novas estão questionando os modos de vida na cidade e recebem com mais abertura iniciativas que apontam para uma nova forma de mobilidade, por exemplo. Enquanto os mais velhos são muito mais resistentes a mudanças. A grande questão que se coloca é como reconstruir a vida urbana por meio de diálogo”, afirmou.
Outro tema de relevância foi a chamada Agenda 2030, para implementação dos novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). Para o secretário Artur Henrique (Trabalho, Desenvolvimento e Empreendedorismo), as metas devem ser encaradas como um compromisso de Estado e não de governo. “O emprego pleno e produtivo e o trabalho decente são condições para o desenvolvimento sustentável. Para isso, é preciso uma articulação conjunta de todos os atores da sociedade para não colocar essa agenda em segundo plano a qualquer sinal de crise econômica”, enfatizou.
Ao todo, foram quatro plenárias, que reuniram especialistas, representantes de cidades e países e as instituições PNUD, Unesco, UCCI (União das Cidades Capitais Iberoamericanas) e Mercosul.
A Cúpula se encerra no próximo sábado (14), com a reunião da Assembleia Geral de Mercocidades, composta por prefeitos e vice-prefeitos das cidades integrantes da rede.
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Crédito: Cesar Ogata/Secom
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