A forte chuva que atingiu a capital na manhã desta quinta-feira (3) fez com que o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) decretasse estado de atenção para alagamentos nas zonas oeste, sudeste, central, marginais Pinheiros e Tietê, além das subprefeituras de Santo Amaro, Cidade Ademar, Mooca e Vila Prudente. A cidade toda retornou ao estado de observação a partir das 11h.
Índices pluviométricos:
Na parte da manhã, o índice pluviométrico médio da cidade foi de 9,8 milímetros. De acordo com o CGE, a região central da cidade foi a mais atingida pela água (25,8 mm), seguida pelas zonas oeste (12,2 mm), sul (11,9 mm), leste (6,0 mm) e norte (5,8 mm). O índice esperado para todo o mês de novembro é de 135,2 mm.
Os maiores índices registrados pelas estações meteorológicas automáticas foram na Vila Mariana (34,2 mm), Ipiranga (32,8 mm), Vila Prudente (32 mm), Sé - Anhembi (27,2 mm), Sé - CGE (26,2 mm) e Jabaquara (25,2 mm).
Alagamentos:
Durante a manhã foram registrados quatro pontos de alagamentos. Um deles, na Praça da Bandeira, deixou a via intransitável entre 9h42 e 10h45. Os demais pontos, todos transitáveis, foram na Marginal Tietê (nas alturas das pontes Orestes Quércia e da Casa Verde) e na Praça Pascoal Martins, na Lapa.
Semáforos
Segundo a ferramenta Sinal Verde da CET, às 11h30 desta quinta-feira, 99,63% dos semáforos estavam em operação em toda a capital paulista. Apenas 0,36% não estavam em operação, dos quais 0,17% passavam por manutenção e 0,18% deixaram de operar por falta de energia elétrica.
Às 18h, 99,46% estavam em operação e 0,53% estavam inoperantes, sendo 0,31% deles em manutenção e 0,21% sem energia elétrica.
Na atual gestão, a Prefeitura executa um Plano de Recuperação Semafórica da cidade e, até agosto de 2016, modernizou 4.950 dos 6.335 cruzamentos semaforizados. Foram implantados 1.400 nobreaks, 1.000 controladores e 2.000 dispositivos de detecção de falhas (GPRS).
O objetivo alcançado no ano passado, e que deve ser repetido nesse ano, é de registrar problemas em até 1% dos semáforos (de um total de mais de seis mil cruzamentos da cidade) sem chuvas e de até 2% em situação de chuvas.
Árvores
De acordo com o Sistema de Gerenciamento de Ocorrências Críticas (SGOC), desde às 0h desta quinta-feira foram registradas nove quedas de árvores nas subprefeituras da Sé, Pinheiros, M’ Boi Mirim, Capela do Socorro, Cidade Ademar, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo. As subprefeituras trabalham para a remoção das árvores atingidas. Há 650 mil árvores mapeadas no viário da cidade de São Paulo.
Anualmente, são mais de 20 mil árvores vistoriadas em toda a capital paulista, e caso o exemplar esteja com fungos ou severamente inclinada é feito o pedido de remoção, que deve ser autorizado pelo subprefeito. Desde 2013 até agosto deste ano, foram realizadas 59.353 remoções de árvores doentes e com risco de queda em toda a capital paulista, uma média de 44 por dia. Mensalmente, as equipes das subprefeituras removem mais de 1.320 árvores.
Para evitar que galhos ou troncos caiam nas vias ou calçadas e interrompam o trânsito, as 32 subprefeituras também realizam podas –mais de 300, em média, a cada 24 horas. Do início de 2013 até agosto de 2016, de acordo com dados da Coordenação das Subprefeituras, 408.246 árvores diferentes foram podadas pelas equipes das administrações regionais. São mais de nove mil podas por mês.
Em agosto de 2015, a Prefeitura de São Paulo lançou o Plano Intensivo de Manejo Arbóreo (PIMA), para reforçar o manejo de árvores e reduzir o risco de queda de espécies nas vias da cidade durante o período de chuvas. O Plano contratou 13 equipes novas, que atuam em oito subprefeituras onde o problema é mais sensível (Sé, Pinheiros, Vila Mariana, Santo Amaro, Ipiranga, Butantã, Lapa e Mooca). Esses locais respondem juntos por 62% das quedas registradas nos últimos dois anos e 44% das demandas de SAC. Conheça o trabalho de manejo de árvores na capital.
Previsão do clima
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, a tarde desta quinta-feira (03) termina com céu encoberto, sem chuvas significativas e temperaturas em declínio. De acordo com as estações meteorológicas automáticas, os termômetros marcam 17,4ºC. Para a próxima madrugada são esperados 16ºC. Conforme previsão dos meteorologistas do CGE, as próximas horas seguem sem mudanças significativas nas condições do tempo. Podem ocorrer chuviscos e chuvas fracas em pontos isolados da cidade.
Nos próximos dias, o sistema frontal se afasta do litoral paulista, mas os ventos úmidos que passam a soprar do oceano ainda causam muita nebulosidade, chuvas fracas e chuviscos. A sexta-feira (04) ainda começa com nebulosidade e chuvas que diminuem no decorrer do dia. Ocorrem períodos de melhoria, mas o céu deve permanecer com muitas nuvens. As mínimas oscilam em torno dos 16°C, enquanto as máximas não devem superar os 20°C.
No sábado (05), os ventos úmidos que sopram do oceano causam muita nebulosidade, além de favorecer a ocorrência de chuviscos especialmente durante a madrugada e no período da noite. No decorrer do dia ocorrem períodos de melhoria, e o sol aparece entre nuvens na Capital paulista. As temperaturas variam entre mínimas em torno dos 17°C e máximas de 24°C.
Sunday, August 14, 2016
Chuvas da manhã desta quinta (3) deixaram parte da capital em estado de atenção para alagamentos
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