Prestes a iniciar um curso técnico em Radiologia, a jovem Juliana Aparecida Mercedes, 18 anos, conseguiu na manhã desta quinta-feira (12) sua primeira entrevista para um emprego formal com carteira assinada, em uma grande rede de farmácias. Ela passava pela 2ª Semana do Trabalho, Emprego e Renda, que acontece no Vale do Anhangabaú e seguirá até esta sexta-feira (13). A moradora de Pirituba, na zona norte, é uma das 3.200 pessoas que foram pré-aprovadas e encaminhadas para mais de 40 empresas que participam da ação da Prefeitura, iniciada na última segunda-feira (9). A pré-aprovação significa que o posto de trabalho existe, está livre para preenchimento e o candidato atende a todos os requisitos para ocupa-lo.
Nos últimos três dias, cerca de 6.500 pessoas passaram pela tenda de triagem em 34 guichês da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, onde são verificados o perfil profissional do cidadão e suas qualificações, antes de encaminha-lo para um segundo espaço onde ficam as empresas. Os profissionais de Recursos Humanos e recrutamento das companhias apresentam as condições de trabalho e iniciam o processo seletivo. Em alguns casos, além de marcar uma entrevista ou teste prático, o candidato a uma das 7.000 vagas oferecidas desde o início do evento pode até já sair com um encaminhamento para o exame médico admissional. A maioria das vagas ofertadas não exige experiência e tem remuneração de até R$ 2.000.
“Tinha feito cadastro em várias empresas, sites e até agora não tinha conseguido nada, porque era o primeiro emprego e não tinha experiência. As empresas sempre pedem a experiência. Estou animada, porque vou começar meu curso e preciso do emprego”, disse a jovem, que está com a entrevista agendada na Drogasil para o próximo dia 16.
“Isso quer dizer que as pessoas estão praticamente com o emprego. Algumas saíram daqui até com exame médico admissional. Esse é um processo que diminui a distância entre a empresa e o trabalhador que está desempregado ou procurando um novo emprego. Não dá só para falar de crise, desemprego, analisar os números. É preciso que a política pública tenha criatividade para fazer movimentos e propor coisas que enfrentem a crise. As que não se adaptaram ao perfil das empresas estão em nosso banco de empregos”, afirmou o secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, Artur Henrique.
Esse é o caso auxiliar administrativo Marcelo Fernando Irineu, de 39 anos, que está desempregado há duas semanas. Com formação técnica em eletricista e experiência de mais de quase duas décadas, ele buscava uma vaga no setor administrativo das empresas, mas não encontrou a vaga com seu perfil. “Com a crise, perdi o emprego e estava buscando em sites, mas a maioria é pago, e sem salário a pessoa não tem condição de pagar esses sites. Não foi dessa vez, porque o tipo de vaga que queria já havia acabado na terça-feira, mas vou continuar tentando, porque tenho uma menina de oito anos e um menino de três meses que precisam de mim”, disse.
Em média, 2.300 pessoas são atendidas por dia, e a procura tem aumentado durante a semana. “A principal diferença é que aqui você tem o processo seletivo sendo feito no mesmo momento. Isso ajuda as empresas a adaptar melhor o perfil da sua vaga com o do trabalhador e, ao mesmo tempo, o trabalhador, quando vai a um CAT, faz uma ficha, entra no painel público de emprego e fica aguardando alguém da empresa avaliar. Aqui se junta as duas coisas”, afirmou Artur Henrique.
Além da 2ª Semana do Trabalho, Emprego e Renda, o cidadão que busca emprego tem como opções as unidades do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) que estão espalhadas pelas 32 subprefeituras e aplicativo para smartphones, o CAT-e. “Infelizmente, no Brasil, há um certo preconceito com a gestão pública, e as empresas utilizam pouco o sistema público de emprego, que são os CATs em São Paulo. A empresa paga uma área de recrutamento para uma empresa privada e poderia utilizar o sistema público, que tem qualidade e é de graça, espalhado por toda a cidade. É isso que queremos difundir e, com o interesse das empresas aumentando, pensamos em uma terceira edição para o início de 2016”, disse o secretário.
Empreendedorismo
A 2ª Semana do Trabalho, Emprego e Renda não se resume apenas a busca por um emprego formal. Além de uma tenda dedicada às cooperativas de economia solidária, o evento conta com um espaço dedicado a quem busca empreender e ser dono de seu próprio negócio. No local, além de informações sobre a formalização de Microempreendedor Individual (MEI), o cidadão pode consultar linhas de crédito e financiamento com a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Moradora do Jabaquara, na zona sul, Viviane Araújo da Silva, 41 anos, vive do comércio de peças íntimas há quatro anos, mas ainda não formalizou seu negócio. Ela aproveitou a manhã desta quinta (12) para ver as condições para o MEI e as vantagens que teria com regularização. “Pretendo abrir a MEI para ter meus direitos e estar segura. Essa orientação é muito importante para saber o que paga e o que volta com isso. Gostei muito dessa oportunidade”, disse.
“Não basta somente o pilar do emprego formal. Isso é muito importante, mas é preciso oferecer condições e oportunidades para as pessoas que querem abrir seu próprio negócio. Então, montamos a tenda só para o empreendedorismo. Nela as pessoas podem aprender como abrir seus próprios negócios, se formalizar como MEI, ter acesso a crédito do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, além de ter assessoria técnica, contábil e ter um plano de negócios para fortalecer sua renda”, disse o secretário Artur Henrique.
FOTOS
Crédito: Luiz Guadagnoli/SECOM
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