Técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) debaterão ações para formular um plano de contingência, que deverá ser apresentado em até 30 dias para o comitê da crise hídrica e para prefeitos da região metropolitana. O plano reunirá medidas que poderão ser adotadas, caso o desabastecimento de água se agrave na região metropolitana e o governo do estado adote o sistema de rodízio.
Criado pelo governo do estado no dia 4, atendendo ao pedido de prefeitos da região, o comitê para a crise hídrica se reuniu pela primeira vez na manhã desta sexta-feira (13), na sede da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos.
Segundo o prefeito Fernando Haddad, o plano é apenas preventivo. O plano de contingência também foi pleiteado em reunião com o secretário Benedito Braga em 28 de janeiro.“A decisão do comitê foi que ainda que o pior cenário apresentado não exija uma mudança do padrão atual de redução de pressão para o rodízio, nós faremos um plano de contingência. Prepararemos tecnicamente um plano de contingência esperando não usá-lo, por prevenção e garantia”, afirmou o prefeito, que integra o comitê com o governador Geraldo Alckmin, presidentes dos consórcios da região e representantes da sociedade civil.
"Nós vamos fazer o plano de contingência. A Sabesp vem trabalhando nisso há meses e com trabalhos bastante adiantados. Vamos fazer uma comissão executiva com os prefeitos da região metropolitana e de Campinas, com a Sabesp, Defesa Civil, sob a coordenação da Secretaria de Recursos Hídricos”, disse Alckmin.
Durante o encontro, a Sabesp apresentou obras que poderão aumentar a captação em seis metros cúbicos por segundo ainda este ano, o que, segundo o governador, poderia garantir o abastecimento. Obras previstas pelo estado para 2016 e 2017 também foram apontadas aos integrantes do comitê e iniciativas dos municípios discutidas e também apresentadas.
“Há uma perspectiva que com as obras que estamos fazendo até o meio do ano, considerando um cenário de baixíssima chuva, há uma condição de com o sistema atual, passar. Mas isso não significa que está tudo bem. É preciso que a população entenda que estamos vivendo uma época de incertezas climáticas”, disse o secretário estadual Benedito Braga.
“Vamos trabalhar em muitas mãos, os prefeitos da região metropolitana junto à Sabesp e a Secretaria de Recursos Hídricos. Vamos preparar esse plano de contingência, mas com a garantia hoje de que o pior cenário de chuvas, em virtude das obras, afasta a possibilidade de rodízio”, afirmou Haddad.
A próxima reunião do comitê para a crise hídrica deverá acontecer em três semanas. Além de Haddad, participaram do encontro os secretários Chico Macena (Governo), Leonardo Barchini (Relações Internacionais e Federativas) e Nunzio Briguglio (Comunicação).
“Eu imagino que daqui duas ou três semanas, a gente tenha uma visão bem clara desse plano de contingência, que esperamos que não seja necessário implementa-lo”, disse Braga.
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Crédito: Cesar Ogata / SECOM
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