São Paulo se tornou a mais nova capital do Carnaval e conseguiu entrar na rota do turismo pela variedade de atrações que oferece nessa época do ano. A avaliação é de artistas, produtores culturais e representantes de blocos que participaram do Carnaval de Rua 2016, promovido pela Prefeitura. Segundo eles, a cidade se destacou pela organização, infraestrutura, diversidade dos gêneros musicais e pela distribuição de palcos por todas as regiões, levando a festa para a periferia.
O Carnaval de Rua deste ano reuniu 1 milhão de pessoas em dez dias. Em 2015, foram seis semanas de folia, com a presença de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, em 270 blocos de rua. Neste ano, a capital contou com 355 blocos, 35% a mais do que no ano passado.
Todas as regiões da cidade de São Paulo receberam, entre os dias 6 e 9 de fevereiro, cerca de 30 atrações gratuitas do Carnaval 2016, espalhadas em cinco palcos organizados pela Secretaria Municipal de Cultura. A programação contou com apresentações musicais de blocos carnavalescos tradicionais e artistas renomados como Samuel Rosa, Sandra de Sá, Fernanda Abreu, Moraes Moreira, Fafá de Belém e Alcione.
“O Carnaval de São Paulo de 2016 foi maravilhoso e o melhor de todos os tempos. Agora São Paulo é uma das capitais do Carnaval”, comentou Elaine Guimarães, cantora e produtora da Banda Glória, que agitou a festa do palco de Itaquera, na zona leste, e recebeu convidados como Pepeu Gomes, Elza Soares e Otto. “Foi uma iniciativa muito feliz levar os palcos para a periferia, onde as pessoas são carentes de atividades culturais”, completou.
Segundo Elaine, a Prefeitura ofereceu uma boa estrutura para o espetáculo na região, que atraiu pessoas de todas as idades, sendo que o último dia, na terça-feira (9), teve uma concentração maior de crianças. “Pepeu Gomes adorou a energia do público da zona Leste”, disse a artista.
“O Carnaval de São Paulo cresceu em 2016 e muitas pessoas ficaram na cidade, que agora tem uma diversidade de atrações. Temos agora não só samba e bailes, mas frevo, lambada, e outros gêneros musicais”, destacou o produtor cultural Rodrigo de Araújo, que coordenou as atrações dos palcos do Vale do Anhangabaú (centro) e do Largo da Batata, em Pinheiros (zona oeste), que movimentaram o público com apresentações de artistas como Fernanda Abreu, Moraes Moreira e Fafá de Belém.
“A Prefeitura de São Paulo deu bom suporte para os blocos e conseguimos fazer um bom carnaval. Agora a cidade é uma referência no Carnaval”, informou Jaime de Souza, diretor do bloco Esfarrapado, um dos mais tradicionais de São Paulo, com 69 anos, que se apresentou no bairro do Bixiga e atraiu os foliões que gostam de curtir marchinhas carnavalescas.
Já Felipe Fernandes, diretor musical e vocalista do Bloco Sargento Pimenta, que toca músicas dos Beatles em ritmo carnavalesco, destacou a importância do Carnaval de rua crescer na cidade. “Alguns amigos cariocas até vieram para São Paulo no Carnaval. E acho que a tendência é que o Carnaval da cidade cresça, o que é muito bom, porque as pessoas não vão precisar mais sair das suas cidades para aproveitar um bom Carnaval”, disse.
Fernandes também elogiou o espaço escolhido pela Prefeitura para o desfile do Sargento Pimenta. O bloco desfilou na avenida Tiradentes, no centro. “Em 2015, a área escolhida foi menor, e era ruim na hora de manobrar o carro e até para o público conseguir acompanhar o trio. Neste ano, o local foi muito melhor, até na hora de escoamento do pessoal, já que tinha uma avenida paralela importante funcionando. E o público foi excelente.”
Outro que aprovou a festa promovido pela Prefeitura foi Rogério Figueira, diretor de carnaval da Império de Casa Verde, escola de samba campeã do Grupo Especial em 2016. “Eu participei de ambos os lados do carnaval, tanto o da avenida quanto dos blocos de rua. E achei sensacional. A ideia de abrir as ruas para o público, de levar os blocos para outros bairros foi uma proposta incrível”, disse.
Figueira lembra que antes só se falava na Vila Madalena, que acabava atraindo um público além da capacidade da região. “Mas com os blocos nos bairros, as pessoas puderem curtir o Carnaval em outras regiões. Eu ajudei a organizar o bloco Vá Tomá na Cupecê. Foi o primeiro ano do bloco, e muitas pessoas da região ficaram na dúvida se valeria a pena ir, mas com a ajuda da Prefeitura, em especial da Subprefeitura de Cidade Ademar, com relação a toda a organização, fiscalização, segurança e limpeza, as pessoas do bairro se sentiram seguras”, informou o diretor da Império de Casa Verde.
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