Monday, July 18, 2016

São Paulo busca parceiros privados para modernização do Anhembi


A Prefeitura de São Paulo lançou na manhã desta segunda-feira (18) chamamento público para receber propostas e projetos da iniciativa privada para a ampliação e modernização do Anhembi, maior complexo de eventos do país e que completa 45 anos em 2015. Líder na América Latina, o Anhembi recebe cerca de 300 eventos e feiras por ano, com mais de 6 milhões de visitantes, mas tem estrutura defasada em relação a outros centros.

“Se nós não modernizarmos o Anhembi, ele vai ficar obsoleto.  É o melhor lugar da cidade para fazer uma exposição, mas você precisa dar as melhores condições para os expositores”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

O modelo da parceria ainda não está definido, mas não passa pela privatização do espaço. Estima-se que o parceiro deverá investir cerca de R$ 1,5 bilhão no Anhembi. “O Anhembi continua sendo o grande centro de exposições da América Latina, mas precisa de ampliação e revitalização. Por isso queremos ouvir o mercado democraticamente e o que o mercado está disposto a fazer com a SPTuris, seja uma PPP, sociedade ou concessão parcial”, disse o presidente SPTuris e SPNegócios, Wilson Poit.

“Além de ser uma demanda do mercado, [o projeto] é de interesse da cidade por conta do impacto econômico. São Paulo já é o maior destino turístico do Brasil. Pouca gente sabe disso e às vezes esquece. Isso é puxado pelo turismo de negócios. A âncora é o Anhembi, e o resto se desenvolve em volta dele, por isso é de nosso interesse fortalecer essa cadeia”, disse o secretário municipal de Finanças, Marcos Cruz.

O objetivo é buscar projetos para reformar e aumentar a atual área de eventos, a instalação de sistemas elétrico e de climatização de padrão internacional, estruturas modulares para eventos simultâneos e infraestrutura moderna de tecnologia da informação. A interligação com o transporte coletivo também deverá estar contemplada. Uma das alternativas poderá ser uma ligação por trem elevado ou VLT, capaz de transportar 15 mil pessoas por hora, em um trajeto de pouco mais de um quilômetro entre o complexo e a estação Tietê do Metrô.

“Quando você está do lado do terminal Tietê, que é simultaneamente uma estação de Metrô, é óbvio que se tivermos uma conexão, que não é monotrilho, mas sim um trem elevado para essa finalidade específica, não para transporte de massa, isso pode ajudar muito a revitalizar aquela área”, disse o prefeito.

A área que será objeto do chamamento tem quase 300 mil m² (no total, o Anhembi tem cerca de 400 mil m²) e compreende o Pavilhão de Exposições (76 mil m²), que deverá ser reformado, o Palácio de Convenções do Anhembi, o Auditório Elis Regina e o estacionamento. O Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo (Sambódromo) não será incluído. 

“Imaginamos, possivelmente, um edifício garagem, expansão da quantidade de vagas de veículos e liberdade para a proposição de serviços. Ali pode ter um shopping, outro hotel e podem ser construídos edifícios de até 25 andares”, afirmou Poit.

Após a publicação do chamamento na edição desta terça-feira (19) do Diário Oficial da Cidade, as empresas interessadas terão 20 dias para se cadastrarem. Após 10 dias, será autorizada a elaboração dos estudos com prazo de 90 dias. Os estudos serão avaliados pela SPTuris e SPNegócios, antes da abertura do processo de licitação. Apesar de o Anhembi ser tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), isso não impediria a reforma.

“É totalmente possível modernizar e revitalizar o Anhembi respeitando o tombamento. Nós, antecipadamente, fizemos uma série de reuniões, com o Conpresp, por exemplo, e temos isso no anexo do chamamento”, disse o presidente da SPTuris.

Outros projetos
Outro chamamento foi lançado em janeiro deste ano para outra área do complexo, um terreno de mais de 21 mil m², ao lado da concentração do Sambódromo, que hoje possui apenas parte da sede administrativa da SPTuris. O local poderá abrigar uma arena multiuso indoor para 20 mil pessoas, inédita no país. Desde o lançamento do chamamento, nove empresas já demonstraram interesse.

As duas iniciativas, somadas ao novo Plano Diretor Estratégico (PDE), à transformação do antigo Clube Tietê em parque e à mudança da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), são algumas das diretrizes do projeto municipal do Arco do Tietê, planejado para trazer equilíbrio urbano para São Paulo.

Fotos
Credito: Fabio Arantes/SECOM
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